GRANDES PERÍODOS HISTÓRICOS DA REGIÃO OESTE DE SC
A colonização propriamente dita da região oeste de Santa Catarina, teve grande influência por parte de descendentes europeus, isso ocorreu entre 1917 até a década de 1960.
A modernização da agricultura e agroindustrialização verticalizada ganhava destaque, graças ao chamado, "milagre econômico brasileiro". Que iniciou em meados de 1970 e se estendeu até a década de 1980 em Santa Catarina.
Após o auge da economia brasileira, o estado catarinense viveu uma forte crise denominada pós-milagre econômico, que veio seguido de novos processos. A região do Extremo-Oeste possuia maior relação com a Argentina do que com o Brasil. Os municípios de maior presença de Santa Catarina eram Chapecó e Joaçaba. Destaca-se também nesse período o convívio dos grupos sociais indígenas (Kaingangs e Guaranis) e caboclos, e pela ausência do Estado. Por fim este período, era marcado pela Guerra do Contestado.
Durante essa época, não haviam escolas, nem justiça, nem administração, nem organizações políticas. Na região de Dionísio Cerqueira, todos os contratos eram lavrados no território argentino.
RESULTADO POPULACIONAL DA MIGRAÇÃO PARA O OESTE CATARINENSE
Entre 1920 a 1940: 10.340 imigrantes;
1940 a 1950: 22.801;
De 1950 a 1960: 48.664 imigrantes;
Década de 1970: 61.730;
Em 1980, quase a metade da população regional não era natural do município onde residia;
PERFIL DA OCUPAÇÃO TERRITORIAL
Os imigrantes se apossavam das terras excluindo os indígenas e os caboclos. As denominadas "terras nobres" eram ocupadas exclusivamente por descendentes de europeus. O modo tradicional de produção tinha baixa relação com o mercado, possuia meios rudimentares de produção, mão-de-obra familiar e comunitária. Com o início mais efetivo da produção, começaram acontentecer concideraveis impactos ambientais, onde erosões eram as mais frequentes.
A política regional começa aos poucos se integrar na política desenvolvimentista nacional. Com isso a agricultura passa por um processo de modernização. A agro-industrialização verticalizada/integrada se desenvolve com fortes aportes de recursos públicos. O crédito rural é altamente subsidiado para adoção de "técnicas modernas", tais como insumos químicos, tração motomecanizada e outros fatores. Começam a se constituir cooperativas de grande porte.
Com a modernização dos modos de produção surge uma crescente relação com o mercado. Cria-se um sistema de integração agricultores-indústrias, os meios de produção industriais vão sendo adotados em graduações variáveis. Com isso se inícia um forte processo de êxodo rural. Com o fim do milagre econômico o Estado sofre um forte endividamento o que causa uma queda brutal nos investimentos.
As primeiras consequências disso são a diminuição dos recursos de crédito e o aumento das taxas de juros, além de se tornaram cada vez mais escassas as terras nobres, há um esgotamento da fronteira agrícola. A estrutura fundiária é pulverizada e 40% dos estabelecimentos têm menos de 10 hectares de terras.
As notícias de decadência não cessavam, houve uma concentração expressiva da suinocultura e das cadeias agroindustriais verticais. O que gerou-se um esgotamento dos recursos naturais, redução da área cultivada de milho e soja, e ainda a redução da rentabilidade de alguns produtos tradicionais como milho e suínos. Problemas populacionais começam a surgir, como o êxodo rural, êxodo regional, surgimento de "Sem Terra". Por um lado, ocorre certa diminuição fundiária e por outro já se percebe certa concentração. Com tudo isso acontecendo, surge então, a necessidade de novas alternativas de mercado.
Fonte: Oscar Rover / ILPES - Instituto Latino Americano e do Caribe de Planificação Econômica e Social / Nações Unidas.