No final da metade deste século, grandes corporações madeireiras sediadas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, adquiriram grandes extensões de terras no Oeste de Santa Catarina. Ao mesmo tempo em que efetivavam a exploração de madeira procederam a divisão da glebas adquiridas do governo em inúmeros lotes rurais, que por sua vez eram oferecidos e comercializados em partes do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde havia significativos contingentes populacionais e a capacidade de expansão da fronteira agrícola que havia se esgotado no início da década de 1950, e as primeiras famílias, descendentes de alemães e italianos vieram para a região com o propósito de tomar posse e proceder a exploração econômica das terras que adquiriram.
Com o passar dos anos, algumas comunidades rurais evoluíram ao ponto de tornarem-se núcleos urbanos.
Neste contexto, no território do atual município de Paraíso, surgiram os distritos de Paraíso e Grápia, que ao longo dos anos receberam outros contingentes populacionais, e por conseqüência, preservam traços culturais destes povos. Isto é de italianos e alemães e de caboclos que se somaram no processo sócio cultural da região.